Case completo:
A tarde estava clara e o perímetro, silencioso. A equipe observava do lado de fora da zona de exclusão quando, durante a operação, um suporte a cinco metros de altura cedeu antes do previsto. Ninguém se feriu. Não havia operadores no raio de risco. As barreiras estavam no lugar, as distâncias respeitadas, os protocolos seguidos à risca.
Esse segundo — que poderia ter virado manchete — virou prova de método.
O projeto começara com um desafio que parecia puramente financeiro: uma demolição orçada em quase US$2 milhões. A EK3 mudou o jogo antes mesmo do primeiro corte: negociamos a venda integral do scrap de antemão e estruturamos o contrato para que o comprador assumisse toda a desmontagem sob requisitos técnicos e de segurança definidos pela gestão da EK3. O que parecia “simples” na superfície exigiu engenharia de negociação, cláusulas de responsabilidade, seguros, critérios de aceitação e governança de segurança inegociável.
No campo, a execução seguiu um planejamento acima da exigência normativa: zonas de exclusão definidas por cenários reais de queda, barreiras físicas instaladas em múltiplas camadas, distâncias mínimas rigorosamente respeitadas, permissões de trabalho emitidas etapa a etapa, análises de tarefa (JSA) atualizadas diariamente, aplicação de LOTO quando aplicável, sequenciamento preciso dos cortes e controle de estabilidade a cada avanço da desmontagem.
A equipe externa era experiente — do Texas, inclusive —, mas a gestão, as decisões críticas e o padrão de segurança eram conduzidos diretamente por Eliana Fiorese, que liderava mais de 60 colaboradores no processo de demolição.
Sob sua orientação, uma regra era absoluta: ninguém entrava no raio de risco.
Foi essa disciplina, aplicada sem exceções, que transformou um incidente potencial em um não evento e permitiu que uma estrutura de cinco metros caísse sem causar um único ferimento.
No fim, o que pesaria no caixa da indústria não pesou: custo zero, entrega no prazo e zero acidentes. O bastidor é complexo: negociação dura, contratos redondos, engenharia de desmonte e disciplina operacional —, mas o resultado é simples de entender: método salva vidas e dinheiro.
O que isso representa para a EK3 hoje:
Este case materializa a essência do Modelo EK3: integramos finanças, operação e segurança sob um mesmo raciocínio técnico.
Negociação estratégica reduz CAPEX/OPEX; engenharia garante controle; e a cultura de segurança inegociável protege pessoas e patrimônio. É assim que transformamos um projeto de alto risco em previsibilidade com resultado financeiro real.